31 de dezembro, fim de ano, ano novo quase. Todos estão animados, comemorando esse ano que vai chegar,mas eu não quero nem que chegue. Último dia do ano,hora de por numa balança tudo que se passou e concluir se o ano foi bom ou ruim,eu nem precisarei fazer isso,porque desde que ele começara já sabia que iria ser um ano ruim.E agora essa sensação novamente, este ano seria igual a todos os outros que se passaram na minha vida.É,todos os anos da minha vida foram ruins.O motivo disso nem eu sei,ninguém sabe. Já fui a vários psicólogos, mas eles nunca conseguiram descobrir o motivo desse meu sentimento, dessa minha tristeza. Tristeza não!Nunca quis chamar isso de tristeza, tristeza todos sentem e eu não era normal, não poderia sentir algo comum. Alguns profissionais me orientaram a seguir uma vida normal, trabalho, estudos, amigos, família, festas... Definitivamente não, isso eu nunca iria conseguir fazer, imagine eu fazendo algo que todos fazem? Algumas pessoas me disseram que para a vida ser boa é preciso sentir, é preciso sentir desde o amor até a inveja. Ah não, isso não combina comigo, sentimentalismo nunca me interessou, por quê? Porque todos acham que isso é importante, o fundamental não me interessa.
Pois é, eu só quero algo diferente, algo que faça esse meu ano ser diferente, porque o que quero mesmo é ser diferente. Mas agora percebo que todos já viraram anormais, e então me dá uma vontade imensa de ser normal, ou agora poderia se chamar esse normal de diferente?
quarta-feira, 28 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Zero!
Zero, sim eu havia tirado um zero na prova, o meu mundo desabou naquele momento, isso era a pior coisa que podia acontecer na vida de uma pessoa, quer dizer naquela época eu achava que era isso, é que ainda não conhecia coisas como casamento, emprego e impostos.
Eu era o melhor da turma, mas eu era esforçado, passava horas estudando, não que eu gostasse de estudar, como eu não tinha amigos, isso era o que eu fazia. Matemática, português, ciências, historia e geografia, não importava a matéria minha nota era quase sempre 10, uma nota 9, já me deixava estressado e me levava a fazer planos para matar o professor, eu nunca cheguei a botá-los em pratica(até hoje me arrependo).
Assim foi minha vida acadêmica ate que no quarto ano, eu fiz uma amizade. Não me lembro como o conheci, só sei que era muito mais velho que eu e havia repetido varias series. E aos poucos eu parei de me esforçar nos estudos, na verdade eu não posso culpá-lo por isso, ele nunca me obrigou a fazer isso, mas é inegável que sua influencia para que isso acontecesse foi enorme.
Pois bem, ao partir do momento em que eu parei de estudar, uma bomba foi armada e seu estopim foi o zero, ele explodiu na minha cara, eu fui a nocaute, o chão sobre meu pés desapareceu, eu me senti um inútil, mas tudo isso deu lugar ao medo, sim ao medo, como contar aos meus pais sobre essa nota? A verdade é que eu não precisei contar para eles, e se fosse acha que isso foi bom estás muito enganado, pois quem contou para eles foi o professor.
E o final, o que você acha amigo, será que eu fui castigado, me arrependi e voltei a estudar como antes? Na verdade não foi assim o final, eu fui castigado, mas não voltei a estudar como antes, pois a bem da verdade eu havia gostado dessa vida desleixada, e quanto ao arrependimento, ele me assombra às vezes, quando me lembro que os estudos poderiam ter me tornado bem mais do que apenas um escritor medíocre.
Eu era o melhor da turma, mas eu era esforçado, passava horas estudando, não que eu gostasse de estudar, como eu não tinha amigos, isso era o que eu fazia. Matemática, português, ciências, historia e geografia, não importava a matéria minha nota era quase sempre 10, uma nota 9, já me deixava estressado e me levava a fazer planos para matar o professor, eu nunca cheguei a botá-los em pratica(até hoje me arrependo).
Assim foi minha vida acadêmica ate que no quarto ano, eu fiz uma amizade. Não me lembro como o conheci, só sei que era muito mais velho que eu e havia repetido varias series. E aos poucos eu parei de me esforçar nos estudos, na verdade eu não posso culpá-lo por isso, ele nunca me obrigou a fazer isso, mas é inegável que sua influencia para que isso acontecesse foi enorme.
Pois bem, ao partir do momento em que eu parei de estudar, uma bomba foi armada e seu estopim foi o zero, ele explodiu na minha cara, eu fui a nocaute, o chão sobre meu pés desapareceu, eu me senti um inútil, mas tudo isso deu lugar ao medo, sim ao medo, como contar aos meus pais sobre essa nota? A verdade é que eu não precisei contar para eles, e se fosse acha que isso foi bom estás muito enganado, pois quem contou para eles foi o professor.
E o final, o que você acha amigo, será que eu fui castigado, me arrependi e voltei a estudar como antes? Na verdade não foi assim o final, eu fui castigado, mas não voltei a estudar como antes, pois a bem da verdade eu havia gostado dessa vida desleixada, e quanto ao arrependimento, ele me assombra às vezes, quando me lembro que os estudos poderiam ter me tornado bem mais do que apenas um escritor medíocre.
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